
Ainda com a mania de acender o isqueiro no escuro e ver aquela chama e o que ela é capaz de iluminar até o momento suportável para os meus dedos. A mesa aqui tá cheia de cartas que não me interessam e ao meu redor todos famintos por elas. Pois que encham as mãos! Eu ainda tenho um isqueiro em meio a escuridão do comum (Não que isso me torne melhor que ninguém, por tantas vezes invejei o confortável alheio). Eu sou estranha há 26 anos, mas durante muito tempo isso não era tão perceptível, pelo menos para mim. Ficou evidente a esquisitisse apenas na revolta do espelho, da qual sai quebrada. Juntanto os cacos pude deixar no chão os que eu não queria e assim fui aprendendo a organizar pelo menos um pouco do que me era por inteiro caótico. Os desejos. Com nó na garganta ainda me desespero, mas como remédio identifico mais um não-querer. Calma que eu tô chegando, eu.
(Imagem: Karl Schmidt-Rottluff. Porque ele é um dos fundadores do Die Brücke ( A Ponte). "De onde nós queriamos nos afastar, nos era claro; aonde nós iríamos chegar, estava porém pouco definido." )
8 comentários:
Oi bonita!
Ando pouco inspirada para o meu, por isso tão espassados os posts.
Qto ao seu, lindo. A frase final foi para meu nick.
Beijos,
Mari-flor, a frase é demais, né? É do artista citado. Fundador do "A Ponte". bjos e volte sempre que eu gosto.
sua Alma é doce
busque a luz
e ela vai dar sentido a tudo ;)
Bjus!
Nós todos somos um mosaico interminável.
E os cavalos são uma divagação metafórica a respeito do meu nome, e só...
na verdade, vira e mexe eu morro. beijos
sim, sim, no meu caminhão quase caibo inteiro!
Não sei se eu gosto mais das coisas que leio ou das quadros que vejo. Bom, no fim acabo ficando com os dois...
Feliz Ano Novo
Eu prefiro fósforos.
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