
Eu me sinto embaixo d´água. Não como peixe, mas como gente embaixo d´água. Vista embaçada, apenas um pouco de ar para respirar controladamente, vários mundos de possibilidades e eu sempre distante de todos eles. E olha que fiz natação por uns oito anos. De que me valem os braços quando eu tenho dúvidas? Ou melhor, de que me vale o corpo quando tenho tantas dúvidas com uma grande dose de importância cedida a cada uma delas? Não, não precisa deixar meu telefone rouco de tanto tocar. Nem sempre sou eu, nem sempre é verdade e quase sempre subo até a superfície para me abastecer de ar.
Dúvidas foram escolhas
Dúvidas foram escolhas
(Imagem: Pela angústia de Van Gogh)
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